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Se existe algo no Rock que caracteriza sua própria história é a contestação contra o conservadorismo. Haverá muitos comentários que determinam o Rock como conservador e um mero produto cultural de massa para, apenas, vender.

 

Entretanto, a história do Rock possui tantas nuances contrárias ao capitalismo que determinar este estilo musical como um “mero produto consumível” é não gostar dele e, principalmente, não conhecê-lo.

 

Incongruências, falácias, anacronismos e uma grande dose de falta de caráter inundam comentários e pensamentos sobre o Rock e distancia a realidade histórica deste estilo musical como processo histórico questionador. Atualmente, milhares de pessoas vomitam letras e mais letras, por exemplo, em redes sociais associando suas “vertentes ideológicas” contra músicos, álbuns e bandas que necessariamente estão distantes destes “pensamentos”.

 

Um exemplo recente é o ódio contra Roger Waters; logo, surgem “comentários” determinando David Gilmour como um capitalista genial e um guitarrista maior até do que sempre foi apenas para contrapor Waters por ser um “esquerdista”. Algo assim exemplifica de forma contundente como a ignorância e a falta de conhecimento sobre a história da banda Pink Floyd cega as pessoas e determina falácias e mentiras.

 

E listar babaquices é sempre um ótimo exercício. Abaixo, algumas características comuns de pessoas conservadoras que sujam a história do Rock:

 

VALORIZAÇÃO RÍGIDA DA TRADIÇÃO

Tendem a defender costumes, normas e expressões culturais mais antigas, vendo o Rock como uma ruptura negativa com o passado.

 

DESCONFIANÇA DE MUDANÇAS CULTURAIS

Associam o Rock à rebeldia juvenil e à contestação da ordem social estabelecida.

 

VISÃO MORALIZANTE DA MÚSICA

Julgam letras, performances e estilos do Rock a partir de critérios morais, muitas vezes considerando-os inadequados ou subversivos.

 

REJEIÇÃO À ESTÉTICA CONTRACULTURAL

Criticam visual, comportamento e atitude dos músicos, como cabelos longos, roupas extravagantes e postura provocadora.

 

ASSOCIAÇÃO DO ROCK A EXCESSOS

Ligam o gênero a drogas, sexo e comportamentos considerados autodestrutivos ou irresponsáveis.

 

PREFERÊNCIA POR GÊNEROS MUSICAIS “FORMAIS”

Costumam valorizar música erudita, religiosa ou popular tradicional, vistas como mais “respeitáveis”.

 

LEITURA LITERAL DAS LETRAS

Interpretam canções sem considerar metáforas, ironias ou contextos históricos e artísticos.

 

MEDO DA INFLUÊNCIA SOBRE OS JOVENS

Acreditam que o Rock pode corromper valores familiares ou incentivar desobediência e rebeldia.

 

RESISTÊNCIA À INOVAÇÃO ARTÍSTICA

Demonstram dificuldade em aceitar experimentações sonoras, ruídos, distorções e novas formas de expressão.

 

VISÃO SIMPLIFICADA DO ROCK

Reduzem o gênero a estereótipos negativos, ignorando sua diversidade estética, cultural e histórica.

 

E uma série de músicos que fizeram e ainda fazem a história do Rock um ato questionador, principalmente, contra conservadores dão provas concretas de sua rebeldia e uma total diferença em relação a essas pessoas que não conhecem o estilo; por exemplo, Frank Zappa, Joan Baez, Bob Dylan, Roger Waters e muitos e muitos outros...

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